Local incansável
Carlos Santiago escreve sobre Jabes Local, figura batalhadora de Ilhéus
Por: Carlos Santiago
Quem procurar por Edson Souza em Ilhéus com certeza terá dificuldade para achar, mas se você perguntar por Jabes Local a qualquer surfista, seja da nova ou velha geração, terá fácil a resposta: “Você o encontra na escolinha de surf!”.
O apelido vem dos idos de 1984, quando Edson era porteiro de uma escola municipal e logo foi apelidado pelos alunos com o mesmo nome do então prefeito Jabes Ribeiro.
Já o “sobrenome” Local veio do nome de sua oficina de pranchas (Oficina Local), que funcionou de 84 a 92, ao lado da catedral de São Sebastião, em sociedade com Marcos Perelo, e que funcionava também como ponto de encontro da rapaziada da época.
O pontapé inicial desse dinossauro do surf, hoje com 47 anos, aconteceu em 1981, com uma prancha herdada do irmão mais velho, que ele chama de Cientista por ocasião de sua mudança para Salvador, a qual Jabes, então morador do alto da Jamaica, colocava na cabeça e pegava suas primeiras ondas. Onde? Na cabana Chinaê, próxima à ponte do Pontal, onde hoje funciona a casa de show Boca Du Mar, dá para acreditar? Mas ele afirma: “Nessa época dava umas merrecas!”.
Local lembra também que Adalvo Argolo era o grande nome da época, mas Nego Adílson, Barrão, Marcos Secão, Nadador e o campeão mundial de 1977, o sul-africano Shaun Tomson, os inspiravam. Salienta Jabes que a família Argolo praticamente o adotou, levando-o para os campeonatos em que ele era uma espécie de “roadie”, um faz tudo, só para ficar em contato com o esporte.
Logo cedo, Jabes começou a trabalhar nos bastidores das competições. Em 1987, promoveu a primeira Copa Oficina Local de Surf, vencida pelo “ás” do surf na época, o ilheense Maurício Torres.
Também foi presidente da Associação Ilheense de Surf no biênio 91/92, onde promoveu o primeiro evento ilheense a premiar o campeão com dinheiro na categoria profissional, sagrando-se vencedor Duda Barreto; no ano seguinte foi Marcos Secão.
Dos que competiram nessa época, Jabes Local lembra do big rider Yuri Soledade, que hoje mora no Hawaii. “Fico impressionado com as morras que ele dropa!”. E sobre Wilson Nora, “Desde cedo sempre foi esforçado, focado. Merece um título!”, salienta Local.
Em 1996, fundou a Associação Sul Baiana de Surf e agora, em 2008, a Associação Litoral Sul de Surf, que realizou a quarta etapa do Circuito Baiano deste ano.
Na Federação Baiana de Surf, ele já fez de tudo, desde oficial de praia, segurança, passando por juiz até tour manager na gestão de Sérgio Passarinho (91/92).
Hoje Jabes dirige a Escola de Surf Jabes Local há cinco anos, onde desenvolve o programa “Bom na escola, bom no surf” que prepara crianças carentes incentivando-os aos estudos e iniciando no surf, descobrindo talentos e buscando apoio para os atletas.
Esse incansável surfista conta com orgulho que, mesmo com apenas um ano de carteira assinada em toda a vida, tendo o resto dedicado ao esporte, sempre investiu nos filhos Taiwan Shaun e Hawaii Shaun nos estudos, e hoje conta com a filha Miami Shaun, de 21 anos, prestes a se formar em Letras pela UESC.
A diferença do surf das antigas para hoje? “Antes os pais proibiam os filhos de surfar, pois associavam o esporte às drogas. Hoje os vejo trazer com orgulho para aprender na escolinha!”.
Jabes é tão assíduo na praia que a rapaziada liga diariamente para saber das condições do mar. Se você quiser o número, ele mesmo mandou liberar na reportagem: “Anota aí, (73) 8809-6170 ou (73) 8809-6170”.
O apelido vem dos idos de 1984, quando Edson era porteiro de uma escola municipal e logo foi apelidado pelos alunos com o mesmo nome do então prefeito Jabes Ribeiro.
Já o “sobrenome” Local veio do nome de sua oficina de pranchas (Oficina Local), que funcionou de 84 a 92, ao lado da catedral de São Sebastião, em sociedade com Marcos Perelo, e que funcionava também como ponto de encontro da rapaziada da época.
O pontapé inicial desse dinossauro do surf, hoje com 47 anos, aconteceu em 1981, com uma prancha herdada do irmão mais velho, que ele chama de Cientista por ocasião de sua mudança para Salvador, a qual Jabes, então morador do alto da Jamaica, colocava na cabeça e pegava suas primeiras ondas. Onde? Na cabana Chinaê, próxima à ponte do Pontal, onde hoje funciona a casa de show Boca Du Mar, dá para acreditar? Mas ele afirma: “Nessa época dava umas merrecas!”.
Local lembra também que Adalvo Argolo era o grande nome da época, mas Nego Adílson, Barrão, Marcos Secão, Nadador e o campeão mundial de 1977, o sul-africano Shaun Tomson, os inspiravam. Salienta Jabes que a família Argolo praticamente o adotou, levando-o para os campeonatos em que ele era uma espécie de “roadie”, um faz tudo, só para ficar em contato com o esporte.
Logo cedo, Jabes começou a trabalhar nos bastidores das competições. Em 1987, promoveu a primeira Copa Oficina Local de Surf, vencida pelo “ás” do surf na época, o ilheense Maurício Torres.
Também foi presidente da Associação Ilheense de Surf no biênio 91/92, onde promoveu o primeiro evento ilheense a premiar o campeão com dinheiro na categoria profissional, sagrando-se vencedor Duda Barreto; no ano seguinte foi Marcos Secão.
Dos que competiram nessa época, Jabes Local lembra do big rider Yuri Soledade, que hoje mora no Hawaii. “Fico impressionado com as morras que ele dropa!”. E sobre Wilson Nora, “Desde cedo sempre foi esforçado, focado. Merece um título!”, salienta Local.
Em 1996, fundou a Associação Sul Baiana de Surf e agora, em 2008, a Associação Litoral Sul de Surf, que realizou a quarta etapa do Circuito Baiano deste ano.
Na Federação Baiana de Surf, ele já fez de tudo, desde oficial de praia, segurança, passando por juiz até tour manager na gestão de Sérgio Passarinho (91/92).
Hoje Jabes dirige a Escola de Surf Jabes Local há cinco anos, onde desenvolve o programa “Bom na escola, bom no surf” que prepara crianças carentes incentivando-os aos estudos e iniciando no surf, descobrindo talentos e buscando apoio para os atletas.
Esse incansável surfista conta com orgulho que, mesmo com apenas um ano de carteira assinada em toda a vida, tendo o resto dedicado ao esporte, sempre investiu nos filhos Taiwan Shaun e Hawaii Shaun nos estudos, e hoje conta com a filha Miami Shaun, de 21 anos, prestes a se formar em Letras pela UESC.
A diferença do surf das antigas para hoje? “Antes os pais proibiam os filhos de surfar, pois associavam o esporte às drogas. Hoje os vejo trazer com orgulho para aprender na escolinha!”.
Jabes é tão assíduo na praia que a rapaziada liga diariamente para saber das condições do mar. Se você quiser o número, ele mesmo mandou liberar na reportagem: “Anota aí, (73) 8809-6170 ou (73) 8809-6170”.
PUBLICIDADE