Sentimento para a eternidade
Tom Almeida descreve sensação de praticar o esporte dos reis
Por: Tom Almeida
Você que surfa certamente tem a sua definição sobre o surf! Mas, que sentimento sideral é esse, meu irmão? Plano intermediário entre o físico e o espiritual!! O da emoção e prazer estampado no rosto de cada surfista, que ao sair de mais uma sessão de surf irradia um sorriso de alma lavada.
Clique aqui para ver as fotos
Que mágica é essa que contagia milhares e milhares de surfistas mundo afora, ancorando a própria existência no prazer de surfar, fazendo a pessoa largar tudo para ir a lugares remotos em busca de uma onda diferente?
O surfista larga a família, o conforto do lar, a segurança do conhecido, para ir em busca do desconhecido, tantas vezes no ermo e primitivo, onde não tem nada, mas as ondas, tesouro precioso para qualquer caçador de emoções.
Melhor que qualquer remédio alopático, muito mais forte que qualquer composto químico anti-stress, do que as drogas, a sensação de “correr’’ uma onda é uma paixão que pode guiar alguém por toda uma vida!
O estilo de vida moderno nos impôs um ritmo frenético, alucinado. A correria materialista e nossa visão deturpada das coisas na busca incessante do ter, quase que nos condena, nos culpa em ir à praia e ter o prazer do surf.
As responsabilidades da vida geram muitas vezes a irresponsabilidade com o corpo e o espírito, que sofre com o stress, outras doenças e pressões atribuídas a essa sociedade ocidental louca e desvairada.
Veja que as pessoas que vivem e trabalham numa cidade grande ao chegar às férias procuram o litoral, a praia. A atração pelo mar reúne multidões mundo afora em busca do contato com as ondas e a água do mar, à procura de prazer e descanso.
Nós, surfistas, somos privilegiados, pois estamos sempre “saindo de férias” nessa troca de energia com o mar, as ondas, numa relação íntima com a natureza. Devemos ser gratos a essa energia e ter profundo respeito por ela!
Talvez o maior desafio dessa vida moderna seja a de sermos nós mesmos em um mundo que insiste em modelar nosso jeito de ser.
O protótipo imposto por nossa sociedade nos sugere a todo instante modelos de pessoas bem sucedidas. Aliás, a própria palavra "pessoa" já é uma armadilha para que você deixe de ser você. "Pessoa" vem de "persona", que significa "máscara". É isso mesmo: coloque a máscara e vá para o trabalho, estude, se forme, para muitas vezes viver na escravidão de uma profissão asfixiante.
Aqui nada contra trabalho e estudo, mas contra a falta da verdadeira vontade, contra se fazer o que não lhe traz prazer e viver o movimento inconsciente e involuntário da corrida pelo poder, pela riqueza, em detrimento do contentamento do eu.
Assim, quantos não vivem já mortos por dentro?! Para os surfistas de alma, a relação com a vida é bem diferente, pois o contato com o oceano é uma ligação direta com o prazer, deixando muitas coisas em segundo plano, não dando tanta importância às dificuldades e aos problemas do dia-a-dia, pois existe algo mais importante que se traduz no êxtase da busca da paixão.
É compreensível por isso que alguns surfistas se tornaram vagabundos, hippies, largados aos olhos da sociedade. Alguns não souberam lidar realisticamente com essa intensa energia que vem do mar e romperam de certa forma com a sociedade tradicional, especialmente no que diz respeito aos hábitos de realizar, acarretando uma ação contraproducente em sua vidas.
Muitos souberam dar vazão e vivem produzindo, o que lhes permite o prazer de surfar e viajar. Já outros, largaram profissões das mais prestigiadas e vivem ‘muito bem, obrigado’ só do surf.
A verdade eterna é que a felicidade está no equilíbrio das prioridades da vida. Eu usaria um pêndulo para explicar a energia contagiante presente no surf. No pêndulo, uma ação inicial provoca um movimento, que depois, por meio do seu centro de gravidade e peso, se torna um movimento constante de ida e retorno.
Acho que é essa a energia de cada onda surfada, que faz o surfista voltar sempre, procurando sempre o movimento do mar, pois a mesma energia contida nas ondas passa a estar presente no surfista através da sensação de plenitude que ela traz.
Assim diria que, independente da idade, surfistas serão sempre pessoas jovens, pois sua relação com a natureza o abastece de energia rejuvenescedora em movimento constante.
Aí está o motivo pelo qual o surf é um sentimento para a eternidade e estamos nele ancorados. Com certeza, em outras dimensões deve existir o surf, pois ele é divino. Um surf sideral, celeste...
Enquanto isso, provamos do paraíso na Terra, agradecidos a Deus pela oportunidade de sermos surfistas e corrermos por dentro do tubo.
Clique aqui para ver as fotos
Que mágica é essa que contagia milhares e milhares de surfistas mundo afora, ancorando a própria existência no prazer de surfar, fazendo a pessoa largar tudo para ir a lugares remotos em busca de uma onda diferente?
O surfista larga a família, o conforto do lar, a segurança do conhecido, para ir em busca do desconhecido, tantas vezes no ermo e primitivo, onde não tem nada, mas as ondas, tesouro precioso para qualquer caçador de emoções.
Melhor que qualquer remédio alopático, muito mais forte que qualquer composto químico anti-stress, do que as drogas, a sensação de “correr’’ uma onda é uma paixão que pode guiar alguém por toda uma vida!
O estilo de vida moderno nos impôs um ritmo frenético, alucinado. A correria materialista e nossa visão deturpada das coisas na busca incessante do ter, quase que nos condena, nos culpa em ir à praia e ter o prazer do surf.
As responsabilidades da vida geram muitas vezes a irresponsabilidade com o corpo e o espírito, que sofre com o stress, outras doenças e pressões atribuídas a essa sociedade ocidental louca e desvairada.
Veja que as pessoas que vivem e trabalham numa cidade grande ao chegar às férias procuram o litoral, a praia. A atração pelo mar reúne multidões mundo afora em busca do contato com as ondas e a água do mar, à procura de prazer e descanso.
Nós, surfistas, somos privilegiados, pois estamos sempre “saindo de férias” nessa troca de energia com o mar, as ondas, numa relação íntima com a natureza. Devemos ser gratos a essa energia e ter profundo respeito por ela!
Talvez o maior desafio dessa vida moderna seja a de sermos nós mesmos em um mundo que insiste em modelar nosso jeito de ser.
O protótipo imposto por nossa sociedade nos sugere a todo instante modelos de pessoas bem sucedidas. Aliás, a própria palavra "pessoa" já é uma armadilha para que você deixe de ser você. "Pessoa" vem de "persona", que significa "máscara". É isso mesmo: coloque a máscara e vá para o trabalho, estude, se forme, para muitas vezes viver na escravidão de uma profissão asfixiante.
Aqui nada contra trabalho e estudo, mas contra a falta da verdadeira vontade, contra se fazer o que não lhe traz prazer e viver o movimento inconsciente e involuntário da corrida pelo poder, pela riqueza, em detrimento do contentamento do eu.
Assim, quantos não vivem já mortos por dentro?! Para os surfistas de alma, a relação com a vida é bem diferente, pois o contato com o oceano é uma ligação direta com o prazer, deixando muitas coisas em segundo plano, não dando tanta importância às dificuldades e aos problemas do dia-a-dia, pois existe algo mais importante que se traduz no êxtase da busca da paixão.
É compreensível por isso que alguns surfistas se tornaram vagabundos, hippies, largados aos olhos da sociedade. Alguns não souberam lidar realisticamente com essa intensa energia que vem do mar e romperam de certa forma com a sociedade tradicional, especialmente no que diz respeito aos hábitos de realizar, acarretando uma ação contraproducente em sua vidas.
Muitos souberam dar vazão e vivem produzindo, o que lhes permite o prazer de surfar e viajar. Já outros, largaram profissões das mais prestigiadas e vivem ‘muito bem, obrigado’ só do surf.
A verdade eterna é que a felicidade está no equilíbrio das prioridades da vida. Eu usaria um pêndulo para explicar a energia contagiante presente no surf. No pêndulo, uma ação inicial provoca um movimento, que depois, por meio do seu centro de gravidade e peso, se torna um movimento constante de ida e retorno.
Acho que é essa a energia de cada onda surfada, que faz o surfista voltar sempre, procurando sempre o movimento do mar, pois a mesma energia contida nas ondas passa a estar presente no surfista através da sensação de plenitude que ela traz.
Assim diria que, independente da idade, surfistas serão sempre pessoas jovens, pois sua relação com a natureza o abastece de energia rejuvenescedora em movimento constante.
Aí está o motivo pelo qual o surf é um sentimento para a eternidade e estamos nele ancorados. Com certeza, em outras dimensões deve existir o surf, pois ele é divino. Um surf sideral, celeste...
Enquanto isso, provamos do paraíso na Terra, agradecidos a Deus pela oportunidade de sermos surfistas e corrermos por dentro do tubo.
PUBLICIDADE