Herói local
Fabrício Fernandes comenta desempenho do local Leonan Nunes no WQS
Por: Fabrício Fernandes
Olhei o cronograma do Billabong Surf Eco Festival na Praia do Forte dias antes e fiquei irado porque não tinha visto o nome de Leonan Nunes nem nas triagens.
Tinha xingado ele todo e também os organizadores. Quando, para a minha surpresa, ao assistir pela net as primeiras fases do WQS, vi um cara surfando muito rápido, vertical e jogando bastante água para cima. Ouvi o locutor narrando o nome de Leo Nunes.
Epa, "Leo Nunes é Leonan", pensei. Assisti à bateria amarradão, e fiquei mais ainda ao ver o Leo quebrar e passar em primeiro o round de 144, deixando para trás Jadson André, Hugo Bittencourt e o havaiano Patrick Furlotti.
No outro dia, encontrei-o com o sorriso na orelha e sem acreditar que havia passado a bateria. Conheci o Leo há dois verões, quando trabalhamos juntos no setor ambiental do Eco Resort da Praia do forte. Ficamos amigos e fizemos até alguns reggaes juntos com a galera do trabalho.
Ele me mostrou as suas fotos e percebi que o garoto surfava muito. Batidas verticais, round houses cutbacks, aéreos com a mão na borda; tudo com muito controle.
Desde aquela época ficava falando para ele que ele tinha que surfar, tinha que viver de surf, porque tinha talento para a coisa. Na Praia do Forte, quando alguém pergunta quem é o melhor surfista, Leonam é uma unanimidade!
Fora que o cara nasceu com talento para tudo. Manda muito bem na capoeira, na percussão e no futebol. Sempre alegre - quando trabalhávamos no Eco Resort, Leo era constantemente citado pelas crianças como o mais astral do ambiental.
No dia seguinte seria o round de 96, e às 7 da matina Leo cairia contra Fabricio Júnior, Kirk Flintoff e ninguém menos do que Bruno Santos. Leo, sem deixar dúvidas, quebrou tudo e deixou o gringo em segundo e infelizmente os outros brazucas foram para casa mais cedo.
Que pena, estava torcendo para o Bruninho passar em segundo, porque, apesar do que falam, ele vem melhorando muito em ondas pequenas. Sua segunda colocação em Maresias, no SuperSurf, mostrou isso.
Mas Leo não tomou conhecimento de ninguém e levou a bateria, fazendo as poucas pessoas que estavam na praia naquele momento vibrarem muito!
No round de 48 ainda ganhou do bicampeão mundial pro junior Pablo Paulino e, por apenas 25 décimos, não virou no finalzinho em cima do Yuri Sodré, com o Pedra passando em primeiro.
Claro que a torcida local quase bota a praia abaixo com aquela velha polêmica do julgamento. Verdade seja dita, justo ou não, Leo tinha surf para ir mais longe no campeonato e mostrou que tem potencial para muito mais.
Conversando com ele, me disse que havia nascido ali, que tinha acabado de completar 20 anos e que gostaria realmente de competir pelo Brasil e pelo mundo, mas que as coisas estavam difíceis porque ele não tinha patrocínio e sempre que corria algum campeonato tinha que bater de porta em porta para conseguir a taxa de inscrição.
Apoio somente da Associação da Praia do Forte e Samir, que faz as pranchas mais baratas. Não tem nutricionista, técnico, preparador, nada! Somente surf no pé e a inspiração do seu irmão Garga, que também surfa muito!
É difícil acreditar na falta de visão dos donos de surfwear no Brasil e na Bahia. Será que não percebem que as marcas só existem porque existem os competidores de talento como Leo e que influenciam as massas a quererem ter o mesmo comportamento e vestirem o que estes vestem?
Muitos Leos estão despontando pelo Brasil afora e só precisam de apoio para surfar de igual para igual com os tops. Parafina, Bino, Alandreson, Tihara e outros provaram isso.
Tinha xingado ele todo e também os organizadores. Quando, para a minha surpresa, ao assistir pela net as primeiras fases do WQS, vi um cara surfando muito rápido, vertical e jogando bastante água para cima. Ouvi o locutor narrando o nome de Leo Nunes.
Epa, "Leo Nunes é Leonan", pensei. Assisti à bateria amarradão, e fiquei mais ainda ao ver o Leo quebrar e passar em primeiro o round de 144, deixando para trás Jadson André, Hugo Bittencourt e o havaiano Patrick Furlotti.
No outro dia, encontrei-o com o sorriso na orelha e sem acreditar que havia passado a bateria. Conheci o Leo há dois verões, quando trabalhamos juntos no setor ambiental do Eco Resort da Praia do forte. Ficamos amigos e fizemos até alguns reggaes juntos com a galera do trabalho.
Ele me mostrou as suas fotos e percebi que o garoto surfava muito. Batidas verticais, round houses cutbacks, aéreos com a mão na borda; tudo com muito controle.
Desde aquela época ficava falando para ele que ele tinha que surfar, tinha que viver de surf, porque tinha talento para a coisa. Na Praia do Forte, quando alguém pergunta quem é o melhor surfista, Leonam é uma unanimidade!
Fora que o cara nasceu com talento para tudo. Manda muito bem na capoeira, na percussão e no futebol. Sempre alegre - quando trabalhávamos no Eco Resort, Leo era constantemente citado pelas crianças como o mais astral do ambiental.
No dia seguinte seria o round de 96, e às 7 da matina Leo cairia contra Fabricio Júnior, Kirk Flintoff e ninguém menos do que Bruno Santos. Leo, sem deixar dúvidas, quebrou tudo e deixou o gringo em segundo e infelizmente os outros brazucas foram para casa mais cedo.
Que pena, estava torcendo para o Bruninho passar em segundo, porque, apesar do que falam, ele vem melhorando muito em ondas pequenas. Sua segunda colocação em Maresias, no SuperSurf, mostrou isso.
Mas Leo não tomou conhecimento de ninguém e levou a bateria, fazendo as poucas pessoas que estavam na praia naquele momento vibrarem muito!
No round de 48 ainda ganhou do bicampeão mundial pro junior Pablo Paulino e, por apenas 25 décimos, não virou no finalzinho em cima do Yuri Sodré, com o Pedra passando em primeiro.
Claro que a torcida local quase bota a praia abaixo com aquela velha polêmica do julgamento. Verdade seja dita, justo ou não, Leo tinha surf para ir mais longe no campeonato e mostrou que tem potencial para muito mais.
Conversando com ele, me disse que havia nascido ali, que tinha acabado de completar 20 anos e que gostaria realmente de competir pelo Brasil e pelo mundo, mas que as coisas estavam difíceis porque ele não tinha patrocínio e sempre que corria algum campeonato tinha que bater de porta em porta para conseguir a taxa de inscrição.
Apoio somente da Associação da Praia do Forte e Samir, que faz as pranchas mais baratas. Não tem nutricionista, técnico, preparador, nada! Somente surf no pé e a inspiração do seu irmão Garga, que também surfa muito!
É difícil acreditar na falta de visão dos donos de surfwear no Brasil e na Bahia. Será que não percebem que as marcas só existem porque existem os competidores de talento como Leo e que influenciam as massas a quererem ter o mesmo comportamento e vestirem o que estes vestem?
Muitos Leos estão despontando pelo Brasil afora e só precisam de apoio para surfar de igual para igual com os tops. Parafina, Bino, Alandreson, Tihara e outros provaram isso.
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