Baiano casca-grossa
Gabriel Macedo fala sobre a carreira do big rider Yuri Soledade
Por: Gabriel Macedo
O big rider ilheense Yuri Soledade, 32, é um bom exemplo de brasileiro bem sucedido nas ilhas havaianas. Residente em Maui, mais precisamente em Haiku, Soledade é casado com a brasileira Maria e pai de três filhos – Kaipo, 10, Kiara, 6, e a talentosa Koa, de nove meses.
O big rider é proprietário dos restaurantes “Fish Market”, localizado em Paia, e Maui Ocean Grill, em Kahului, todos em Maui, além do O Balcão, localizado no Rio Vermelho, Salvador (BA).
Quem só ouviu falar dele há pouco tempo, e dos feitos nas ondas gigantes, não deve acreditar que ele foi um dos melhores surfistas baianos nos anos 90.
Aos 10 anos, deu seus primeiros passos no esporte dos reis havaianos. Criado nas ondas perfeitas e alinhadas de Olivença, seu surf de linha e o grande repertório de manobras ousadas fizeram dele um talento promissor.
Desde cedo, demonstrava que tinha um apetite extra para ondas mais pesadas. Tive a oportunidade de presenciar uma etapa do Baiano em Itacaré, no final dos anos 80, com ondas nada amistosas. Quando cheguei à praia, vi aquele moleque franzino despencando em uma esquerda de uns 8 pés plus tubular, estilo Tiririca.
Fechadeira? Para Yuri, não! Com a tranquilidade de um bom baiano, ele surpreende a todos quando faz um drop atrasado e coloca para dentro de um tubo no melhor estilo Gerry Lopez. A nota eu não lembro bem, mas deve ter sido a máxima. Tenho certeza de que esse dia ficou na memória de muitos; foi um mar em que muito marmanjo estava puxando o bico e Yuri estava lá fora, à vontade e se divertindo.
Ele vem de uma geração que mudou os rumos do surf baiano em termos de competições dentro do nosso estado. Armando Daltro, Christiano Spirro, Márcio Thola, Wilson Nora, Jerônimo Bonfim, Márcio Freire, Danilo Couto, Bruce Kamonk, os irmãos Adachi e os Araújo, de Itacaré... São tantos que não dá para enumerar todos aqui, mas a competitividade desses atletas formou a segunda geração de ataque baiano nos circuitos nacionais e nordestinos. Isso o tornou, além de excelente surfista, um grande competidor.
Campeão baiano mirim em 90, vice-campeão nordestino júnior em 93, campeão ilheense júnior e open em 93, vice-campeão baiano open em 94 e campeão sergipano open em 94 foram algumas conquistas que ele deixou antes de partir ao Hawaii, em 95, e lá continuou seu ataque nas competições, agora com o tempo dividido entre o trabalho e os eventos.
No começo, fez de tudo um pouco, mas seguindo seu objetivo principal, o surf, foi jardineiro, mergulhador, lavador de pratos, até se tornar gerente em um restaurante. Daí foi questão de tempo para ele se tornar proprietário do seu próprio restaurante.
No Hawaii, foi campeão do circuito local Pro/Am, em 97, vice-campeão no mesmo circuito em 98 e bicampeão em 2003. Depois, entrou para o tow-in e logo virou destaque internacional quando foi vice-campeão no North Shore Tow-in Championships, em 2006, quarto colocado no 1o Campeonato de tow-in no Brasil e o título mais recente foi o vice-campeonato no Nelscott Reef Championships, em 2008, um bom começo de ano para Yuri e um retorno certo para seus patrocinadores.
Dos quatro eventos que participou de tow-in, foi finalista em três. O bom aproveitamento mostra que o sangue de competidor ainda corre nas suas veias. E acho que isso vem refletindo na sua carreira atualmente; atitude, competitividade e humildade, regados a um pouco de insanidade, fazem dele um grande candidato a títulos em qualquer evento.
Exímio tow-surfer, Yuri é sempre destaque nos maiores dias em Jaws, seja na remada ou na puxada. E dependendo das condições, pratica canoagem e kite surf, além de ainda quebrar nas marolas. Seu quiver é de 17 pranchas, sendo seis de tow-in e dez normais para os padrões dele.
México, Califórnia, Tahiti, Indonésia, Brasil e Hawaii são os roteiros preferidos dele, e não se assustem se algum dia competir contra um big rider baiano nas marolas. Yuri, Couto e Freire arrebentam e sabem competir melhor do que muito surfista profissional. Aloha! Ratatatatatatata!!!!!
Queria dar os parabéns a todos os “baianos nuts” que se atiram em qualquer condição com muita raça, mostrando que a base que adquirem nos nossos fundos apimentados dão condições a todos que pretendem descer morras pelo mundo, sem fazer feio em nenhum lugar.
Obrigado Lapo Coutinho, Cly Lolie, Maurício Abubakir, Manoel Fernandez, Dentinho, André Rei, Carlos Moraes, Hilton Issa, Paulinho Magulu, Lucius Galdenzi e tantos outros que se aventuraram nas morras havaianas e fizeram da Bahia um celeiro de big riders!
O big rider é proprietário dos restaurantes “Fish Market”, localizado em Paia, e Maui Ocean Grill, em Kahului, todos em Maui, além do O Balcão, localizado no Rio Vermelho, Salvador (BA).
Quem só ouviu falar dele há pouco tempo, e dos feitos nas ondas gigantes, não deve acreditar que ele foi um dos melhores surfistas baianos nos anos 90.
Aos 10 anos, deu seus primeiros passos no esporte dos reis havaianos. Criado nas ondas perfeitas e alinhadas de Olivença, seu surf de linha e o grande repertório de manobras ousadas fizeram dele um talento promissor.
Desde cedo, demonstrava que tinha um apetite extra para ondas mais pesadas. Tive a oportunidade de presenciar uma etapa do Baiano em Itacaré, no final dos anos 80, com ondas nada amistosas. Quando cheguei à praia, vi aquele moleque franzino despencando em uma esquerda de uns 8 pés plus tubular, estilo Tiririca.
Fechadeira? Para Yuri, não! Com a tranquilidade de um bom baiano, ele surpreende a todos quando faz um drop atrasado e coloca para dentro de um tubo no melhor estilo Gerry Lopez. A nota eu não lembro bem, mas deve ter sido a máxima. Tenho certeza de que esse dia ficou na memória de muitos; foi um mar em que muito marmanjo estava puxando o bico e Yuri estava lá fora, à vontade e se divertindo.
Ele vem de uma geração que mudou os rumos do surf baiano em termos de competições dentro do nosso estado. Armando Daltro, Christiano Spirro, Márcio Thola, Wilson Nora, Jerônimo Bonfim, Márcio Freire, Danilo Couto, Bruce Kamonk, os irmãos Adachi e os Araújo, de Itacaré... São tantos que não dá para enumerar todos aqui, mas a competitividade desses atletas formou a segunda geração de ataque baiano nos circuitos nacionais e nordestinos. Isso o tornou, além de excelente surfista, um grande competidor.
Campeão baiano mirim em 90, vice-campeão nordestino júnior em 93, campeão ilheense júnior e open em 93, vice-campeão baiano open em 94 e campeão sergipano open em 94 foram algumas conquistas que ele deixou antes de partir ao Hawaii, em 95, e lá continuou seu ataque nas competições, agora com o tempo dividido entre o trabalho e os eventos.
No começo, fez de tudo um pouco, mas seguindo seu objetivo principal, o surf, foi jardineiro, mergulhador, lavador de pratos, até se tornar gerente em um restaurante. Daí foi questão de tempo para ele se tornar proprietário do seu próprio restaurante.
No Hawaii, foi campeão do circuito local Pro/Am, em 97, vice-campeão no mesmo circuito em 98 e bicampeão em 2003. Depois, entrou para o tow-in e logo virou destaque internacional quando foi vice-campeão no North Shore Tow-in Championships, em 2006, quarto colocado no 1o Campeonato de tow-in no Brasil e o título mais recente foi o vice-campeonato no Nelscott Reef Championships, em 2008, um bom começo de ano para Yuri e um retorno certo para seus patrocinadores.
Dos quatro eventos que participou de tow-in, foi finalista em três. O bom aproveitamento mostra que o sangue de competidor ainda corre nas suas veias. E acho que isso vem refletindo na sua carreira atualmente; atitude, competitividade e humildade, regados a um pouco de insanidade, fazem dele um grande candidato a títulos em qualquer evento.
Exímio tow-surfer, Yuri é sempre destaque nos maiores dias em Jaws, seja na remada ou na puxada. E dependendo das condições, pratica canoagem e kite surf, além de ainda quebrar nas marolas. Seu quiver é de 17 pranchas, sendo seis de tow-in e dez normais para os padrões dele.
México, Califórnia, Tahiti, Indonésia, Brasil e Hawaii são os roteiros preferidos dele, e não se assustem se algum dia competir contra um big rider baiano nas marolas. Yuri, Couto e Freire arrebentam e sabem competir melhor do que muito surfista profissional. Aloha! Ratatatatatatata!!!!!
Queria dar os parabéns a todos os “baianos nuts” que se atiram em qualquer condição com muita raça, mostrando que a base que adquirem nos nossos fundos apimentados dão condições a todos que pretendem descer morras pelo mundo, sem fazer feio em nenhum lugar.
Obrigado Lapo Coutinho, Cly Lolie, Maurício Abubakir, Manoel Fernandez, Dentinho, André Rei, Carlos Moraes, Hilton Issa, Paulinho Magulu, Lucius Galdenzi e tantos outros que se aventuraram nas morras havaianas e fizeram da Bahia um celeiro de big riders!
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