Dicas preciosas

Saiba o que fazer para minimizar os efeitos do jet lag durante uma surf trip


Quando viajamos para destinos longe de casa, nosso corpo é exposto a uma rotina completamente diferente do habitual. Passa-se muito tempo na mesma posição, horas mal dormidas, alimentação diferente (às vezes entupidas de conservantes). Em viagens internacionais, ainda contamos com a grande diferença de fuso horário.

O resultado é que, quando enfim chegamos, existe uma sensação geral de cansaço. Fadiga mental e muscular, náuseas, dificuldade para dormir, rigidez articular e tensão em toda a fáscia são apenas alguns sintomas bem comuns. Porém, podemos utilizar algumas estratégias bem interessantes para minimizar os efeitos desse jet lag.

O primeiro passo é saber qual o fuso horário do lugar de destino. Vou usar o exemplo de uma viagem que fiz há pouco para Bali. Lá, são 11 horas a mais. Sabendo disso, no dia da viagem, já coloque o seu relógio para o horário de lá.

Saímos de São Paulo às 5:45 de uma segunda. Nossa chegada a Bali estava prevista para terça, às 22:40 horas (mais alfândega, mais táxi, mais acomodação = uma da manhã de quarta). Logo, precisamos chegar com sono e dormir.

Fazendo os cálculos, concluí que o ideal seria passar a madrugada de domingo para segunda acordado, e depois de algumas horas de voo (mais precisamente às 11 da manhã do Brasil, 22h em Bali), tomei uma Melatonina e um indutor do sono (zolpiden). A ideia seria passar quase o restante todo do voo dormindo ou sonolento.

A previsão de chegada em Doha seria às 20h (Brasil) e 7h (Bali). A partir de então, não dormi mais e esperamos a nossa chegada. A questão do sono foi resolvida. Vamos agora para outras questões também pertinentes.

Bom, o inchaço durante as viagens pode até levar, em casos extremos, algumas pessoas a casos de trombose. A fim de minimizar esse ponto, compre uma meia de compressão e use-a durante todo o voo. Toda vez que forem servidas as refeições, levante, passe alguns minutos andando pelo avião, e por fim, faça três séries de 50 repetições de flexão e extensão de tornozelo, e com 1 minuto de intervalo. .

Ao chegar na cidade de conexão, faça uma sessão inteira (cerca de 50 minutos pelo menos) que contenha as liberações miofasciais (leve os seus equipamentos, podem ser bolinhas específicas, ou de lacrosse, ou até mesmo de tênis), a mobilidade e a flexibilidade dinâmica.

Depois dessa sessão, caso você sinta que o corpo não está muito rígido, aí você pode fazer algumas séries de saltos e flexões de braço com bastante velocidade. Assim que acabar, deite e coloque as pernas para o alto (eu levei um lençol velho na bagagem e o estendi no chão).

Quanto à alimentação, a maioria das companhias oferece opções mais saudáveis com grelhados e menos sódio. Isso deve ser pedido no check-in. Levar algumas coisas na bagagem de mão também podem lhe ajudar, principalmente nas conexões. Beba bastante água durante toda a viagem.

Lembrando que cada caso é um caso, e portanto, uma estratégia diferente deve ser adotada. Essa foi a minha para essa ocasião. Consulte profissionais que entendam e possam lhe ajudar nas suas situações.

Aqui, neste texto, tentei trazer alguns pontos para que vocês, em suas próximas viagens, prestem atenção. Afinal, tudo que é aleatório traz resultados!

Rafael Ribeiro é licenciado e bacharel em Educação Física, Especialista em Biomecânica, e tem diversas certificações internacionais de treinamento.

É docente de cursos de extensão e especialização em todo Brasil e membro do laboratório de pesquisa em desempenho humano da Universidade Federal de Pernambuco (UPE) - unidade Petrolina.

Ainda é responsável pela coluna de alto desempenho da Revista Gracie Magazine e preparador de campeões mundiais.

No surfe, está à frente da preparação do atleta baiano Marco Fernandez desde 2015.

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