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Equipe Salva-Surf presente ao Billabong Eco Festival 2008. Foto: Gabriella Simões. |
Normalmente, a equipe de segurança de água está entre os primeiros a chegar à praia e os últimos a sair. “A nossa função é zelar pela segurança de todas as pessoas que estão envolvidas com o evento e as que estão assistindo também. Temos que prestar os primeiros-socorros até em acidentes fora da água, ocorridos nas proximidades do evento”, revela Jorge Cerqueira, salva-mar instrutor de ressuscitação da Universidade Federal da Bahia e diretor da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático.
Quando chega à praia, o trabalho da galera é duro e requer um bom preparo físico. “Ao chegar à praia, primeiro fazemos uma avaliação do local. Se tem correnteza, se tem banhista que pode causar um acidente e procuramos orientar as pessoas a respeito do evento. Depois, colocamos bandeira de sinalização de corrente, se for necessário, e começamos a preparação para colocar as bóias de sinalização do evento. Este trabalho vai depender das condições oferecidas. Tem eventos que temos jet-ski, tem evento que botamos com um longboard e tem evento que tem que botar no nado mesmo”, revela Neuton Murici, que também é mergulhador, operador náutico instrutor de primeiro socorros.
Quando não tem nenhum resgate para ser feito, os momentos de colocar e retirar as bóias são os de maior responsabilidade. “Normalmente colocamos duas bóias que irão delimitar a área de competição, mas tem evento que temos que colocar até quatro ou cinco bóias. O ideal é que tivéssemos um jet ou um bote para colocar. Quando o evento é em Salvador, na unidade que trabalhamos, temos como solicitar na corporação, mas nos eventos fora da cidade, não tem como”, revela André Moura, que é mergulhado e trabalha com resgate aquático com jet-ski.
Para desenvolver um bom trabalho, são necessários outros equipamentos, além do jet-ski. “Para usar o jet-ski temos que ter calçados antiderrapantes de borracha, colete, capacete, luvas e até sledges, um tipo de bodyboard gigante que dá até para fazer procedimento de ressuscitação em cima. E olhe que isto é só para usarmos o jet-ski, porque ainda tem o longboard, bóia salsichão, cordas, macas, imobilizadores de cabeça e coluna cervical, pocket máscara, além de pés de pato, óculos de mergulho respirador e estojo de primeiro-socorros. Isto seria o básico para desenvolver a atividade”, revela Davi da Hora, salva-mar há 27 anos.
Os quatro estão procurando um apoiador ou patrocinador para equipar o grupo que já vem atuando no surf baiano há mais de 20 anos. “Estamos trabalhando com o surf desde o Surf Dragon, que aconteceu antes do primeiro Fico, primeiro campeonato grande que trabalhamos, em 86. Desde aquela época viemos nos aperfeiçoando e agora dependemos destes equipamentos para continuar evoluindo. Quem quiser nos patrocinar, colocamos as logos dos patrocinadores nos equipamentos. Seremos um outdoor nas principais competições da Bahia”, convida Davi da Hora.
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