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Carla Circenis comanda ações sócios-ambientais no Billabong Surf Eco Festival. Foto: Diego Freire / Diegofreire.com. |
A estréia da Praia do Forte no calendário internacional de surfe não ficará marcada apenas pelas performances dos atletas. Paralelo às disputas por U$ 140 mil e pelos pontos no ranking do World Qualifying Series (WQS), o vilarejo, situado no município de Mata de São João, terá uma série de ações ambientais. Serão atividades para promover a integração da comunidade ao evento, a sensibilização e a conservação do meio ambiente e apresentar alternativas de sustentabilidade para a comunidade.
Entre as atividades de maior destaque na programação do Billabong Surf Eco Festival, estão uma série de oficinas, um ciclo de palestras ambientais (entre os dias 16 e 19 de junho), a exposição "Recifes de Corais Brasileiros", apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente em comemoração ao Ano Internacional dos Recifes de Coral, a tenda ambiental e o III Fórum Internacional de Alternativas Para a Sustentabilidade da Indústria do Surf: Recuperação dos Resíduos Gerados na Fabricação de Pranchas de Surf. As palestras, o fórum e a exposição acontecem no anfiteatro do Instituto Baleia Jubarte.
O evento se encaixa no conceito de Desenvolvimento Regional Sustentável, no qual as benfeitorias feitas na área, como melhoria do acesso, sinalização e ordenamento na praia em respeito ao meio natural, instalação de recipientes para coleta seletiva do lixo e placas educativas permanecerão no local, para melhorar a qualidade sócio-ambiental dos moradores e visitantes.
"Associar esporte ao meio ambiente é uma iniciativa que busca disseminar uma política de paz e, ao mesmo tempo, mostrar o quanto é importante para o ser humano estabelecer uma relação mais cuidadosa com a natureza", explica a bióloga, surfista e mentora do projeto ambiental do Billabong Surf Eco Festival, Carla Circenis. As atividades sócio-ambientais têm também o propósito de movimentar as praias da Área de Proteção Ambiental das tartarugas marinhas e baleias jubarte, incentivando o turismo ecológico e de inverno no estado.
"As expectativas por parte da organização do evento é que tanto o Projeto Tamar, quanto o Baleia Jubarte prestigiem os competidores com suas ilustres apresentações e atividades educacionais no quiosque ambiental, que será instalado na área do evento", diz um dos sócios da Dendê Produções, empresa realizadora do evento, Railton Lemos. "Desta forma, o WQS da Praia do Forte será palco de diversos debates e iniciativas, envolvendo os mais variados setores da sociedade civil organizada, com o intuito de promover e difundir mais qualidade de vida e práticas ambientalmente corretas", complementa Lemos.
Oficinas agitam todo o mês de junho
As oficinas e os cursos promoverão a inserção da comunidade local na elaboração e no desenvolvimento de materiais que serão produzidos para o Billabong Surf Eco Festival, como peças decorativas, troféus, brindes distribuídos no evento entre outros. O principal objetivo do Plano de Gestão e Educação Ambiental é a divulgação entre as crianças, os adolescentes e o público em geral da necessidade de conservação dos ambientes costeiros, sua fauna e flora.
Comunidade ganhará equipamentos de serigrafia
O Curso de Serigrafia será realizado aos sábados, entre os dias 07 de junho e 19 de julho, e tem o objetivo de transmitir noções básicas de "silk sreen" e técnicas de impressões em camisas. As oficinas apresentarão os tipos de tintas utilizadas no processo e as matrizes para pintura, além de preparar tintas e produzirem peças gráficas. Elas serão ministradas pelo Instrutor Jorge Pisca, no Clube dos Pescadores, e terá carga horária de 64 horas. Quando o curso terminar, todo o material, inclusive uma mesa com capacidade para imprimir seis camisetas ao mesmo tempo, será doado à comunidade.
A professora de dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Vânia Oliveira, ministra, entre os dias 31 de maio e 14 de junho, oficina de dança afro. O curso visa fornecer elementos para o fortalecimento dos grupos folclóricos da comunidade local, de modo que esses realizem apresentações durante o Billabong Surf Eco Festival. No cronograma das oficinas estão ainda o Treinamento de Surfistas Locais Para o Monitoramento dos Recifes de Corais, a oficina de Reciclagem dos dejetos Produzidos pelas Pranchas de Surf, a Oficina de Concerto de Pranchas e a Implantação da Coleta Seletiva no Distrito de Praia do Forte.
Guardiões do Mar cuidará da conservação ambiental
O programa Guardiões do Mar mobilizará cerca de 30 adolescentes, que farão parte do evento através de um trabalho de educação ambiental. A garotada orientará as pessoas para terem cuidado com os recursos naturais da Praia do Forte, principalmente no que diz respeito ao lixo e a conservação dos recifes de coral, durante os dias do evento. "Eles vão ter aulas para aprender a educar as pessoas a cuidar do patrimônio ambiental", diz Circenis.
"Sinto a garotada muito entusiasmada com a possibilidade de participar, como personagens ativos e super importantes, de um evento dessa natureza. Ficar perto dos ídolos das revistas e da TV vai ser uma experiência inesquecível para todos, sem dúvidas", explica.
Exposição homenageia o Ano Internacional dos Recifes de Coral
A partir do dia 08 de junho, estará aberta no Instituto Baleia Jubarte a exposição itinerante do Ministério de Meio Ambiente "Recifes de Corais Brasileiros". A mostra, uma homenagem ao Ano Internacional dos Recifes de Coral, apresenta imagens de várias partes do Brasil e tem tudo a ver com o evento internacional de surfe, que é o primeiro do país realizado em ondas que quebram sobre uma bancada de recifes.
A palestra do dia 14 de junho também terá como tema os recifes. Recifes de Coral: As Cidades dos Mares será apresentada pelo biólogo, doutor em Ecologia e coordenador da Liga Baiana para o Ano Internacional dos Recifes de Coral, Cláudio Luiz Sampaio. A apresentação visa mostrar ao público os ambientes recifais, e a sua importância para a manutenção da linha da costa, além de explicar suas funções de abrigo para diversas espécies de seres vivos, proteção das ondas, entre outras.
Pesquisador catarinense apresentará projeto de sustentabilidade
No dia 20 de junho, o surfista e mestre em Engenharia Ambiental Paulo Eduardo Grijó, vem de Santa Catarina para participar do III Fórum de Alternativas para a Sustentabilidade da Indústria do Surf: Recuperação dos Resíduos Gerados na Fabricação de Pranchas de Surf. Coordenador do Consórcio Marbas Et Mundi (Movimento Associativo de Reciclagem Brasileira no Surf e no Mundo). Grijó falará à comunidade, ambientalistas, fabricantes de pranchas, jornalistas e surfistas sobre a necessidade de se recuperar os rejeitos e tornar a prancha de surf um produto sustentável e ecologicamente correto. O projeto, denominado Marbras ET Mundi, apresenta uma metodologia para minimizar o consumo de água, energia elétrica e geração de resíduos no processo fabril das pranchas de surfe, além de pesquisar e criar recursos para a recuperação dos resíduos gerados.
O Billabong Surf Eco Festival é uma realização da Dendê Produções, tem apresentação da Nova Schin, patrocínio da Bilabong, Governo do Estado da Bahia, Iberostar Bahia e Shopping Iguatemi, apoio da Petrobras e colaboração da Uranus 2, Rede Out Light, AL2, Mídia Bus e Prefeitura de Mata de São João.
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