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Rudá Carvalho é um dos principais talentos da nova geração brasileira. Foto: Daniel Smorigo. |
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Depois de nomes como Jojó de Olivença, Wilson Nora, Jerônimo Bonfim, Flávio Costa e o big rider Yuri Soledade, a molecada chega junto e começa a ganhar o respeito de todos no cenário nacional.
Bruno Galini, 21, Rudá Carvalho, 19, e Franklin Serpa, 18, formam o famoso trio da Costa do Cacau. Comandado pelo experiente Gabriel Macedo, o trio possui um surf moderno e extremamente competitivo.
Todos possuem uma carreira amadora repleta de títulos. Vitórias no circuito brasileiro amador e títulos baianos em praticamente todas as categorias não faltam aos jovens ilheenses.
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Franklin Serpa encara Punta Rocas de responsa. Foto: Aleko Stergiou / Waves. |
Bruno garantiu a permanência no circuito nacional ao ficar em terceiro lugar em duas etapas (Alagoas e Bahia) e obter uma quinta posição no Ceará, descartando uma nona colocação conseguida em Pernambuco.
No circuito brasileiro 2007, Galini fez bonito nas duas primeiras etapas, disputadas em Garopaba (SC) e Saquarema (RJ), consecutivamente.
Em Itaúna, o baiano ganhou o respeito de todos os competidores e atraiu a atenção da mídia ao chegar às oitavas-de-final e faturar R$ 10 mil pela vitória na Expression Session.
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Bruno Galini voa alto no litoral paulista. Foto: Aleko Stergiou / Waves. |
O atleta brilhou também nas provas do Sudeste e disputou finais em etapas dos circuitos capixaba e carioca. No ranking final da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj), Bruno ficou com a quarta posição.
Rudá ficou de fora da elite nacional por muito pouco. O atleta precisava vencer a última etapa do circuito nordestino e parou na semifinal, diante do cearense Edvan Silva.
"O vento atrapalhou bastante as últimas baterias e acabei esperando demais pelas ondas. Ainda reagi no final e precisava de pouco para virar, mas não deu", fala Rudá, dono de um surf que sempre costuma levantar a platéia.
Quem também bateu na trave foi Franklin Serpa, único dos três que disputou o circuito nordestino desde a primeira fase. "Sei que era o meu primeiro ano no circuito, mas queria muito a classificação e fiquei triste por não ter conseguido. Mas o fato de ter virado top 16 vai me ajudar muito na próxima temporada", diz Serpa, que deu um verdadeiro show na etapa alagoana e despachou o campeão brasileiro Tânio Barreto em disputa emocionante na semifinal, antes de perder para o cearense Messias Félix na decisão.
Satisfeito com o desempenho do trio, o técnico Gabriel Macedo traça as metas para o próximo ano. "Tivemos um ano com muitas competições, muito desgastante, mas proveitoso. Em seu primeiro ano, Franklin mostrou que veio para ficar; Rudá tem tudo para entrar na elite brasileira por qualquer circuito; Bruno vai dar prioridade ao circuito brasileiro e, de quebra, ainda tentaremos bons resultados na perna brasileira do WQS", diz Gabriel, que também é treinador do cearense Messias Félix, campeão nordestino e da Seletiva Petrobras, e de várias promessas do surf baiano, como Marco Fernandez, atual campeão brasileiro mirim.
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