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Uri carregado pela torcida após vitória nas Canárias. Foto: Gines Diaz. |
Um dos maiores ícones do bodyboarding brasileiro na atualidade, Uri esbanja estilo e fluidez na sua linha de surf e é um verdadeiro colecionador de títulos.
Tricampeão brasileiro pro, bi latino-americano e tetracampeão baiano são algumas das conquistas marcantes na sua carreira.
Uri finalizou sua participação no circuito mundial com uma atuação esmagadora nas Canárias, ao vencer a etapa e o campeão mundial, Ben Player, que ficou precisando de uma combinação de notas acima de 18 pontos.
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Uri aproveitando a perfeição das Canárias. Foto: Gines Diaz. |
Como é vencer o campeão do mundo dessa forma e ainda conquistar o vice-campeonato mundial? Você ligou a máquina, foi, voador?
(Risos) Tive que ligar a máquina, porque competir numa final homem-a-homem contra o bicampeão mundial naquelas condições não é nada fácil. Posso dizer que realizei um grande sonho na minha vida. Queria muito ganhar esse campeonato e não queria que acontecesse como os eventos anteriores, nos quais eu chegava até a final e não conseguia um bom rendimento na hora mais importante. Na verdade eu não estava pensando no ranking; queria ganhar o evento de qualquer jeito e só fui saber da segunda colocação no ranking depois. Estou muito feliz, foi um grande presente de Natal.
Sabemos que é uma estrada difícil, tem que ter muita dedicação. Como foi sua preparação para a etapa de El Confital?
Treinei muito aqui no Brasil trabalhando a parte física e mental, depois passei 10 dias no Chile disputando o Pan e aproveitei para treinar forte. Em seguida fui para as Ilhas Canárias. Cheguei uns 15 dias antes do evento e fiquei num ritmo de treino pesado com meu amigo canário Airam e com os amigos brasileiros Magno, Elmo e Luis.
Depois dessa etapa, sua imagem de ídolo se fortificou. Isso facilita seu acesso aos patrocinadores? Você viajou com total apoio de empresas?
Viajei pra variar com dinheiro de premiações dos campeonatos que conquistei durante o ano, infelizmente ainda não tive resultados positivos em relação a grandes patrocinadores, continuo em busca de novos investimentos.
Quem são os bodyboarders do tour que, em sua opinião, arrebentam mais?
Tâmega, Ben Player, Pierre, Magno, entre outros...
Como é sua preparação aqui no Brasil, seu dia-a-dia?
Faço Treino específico de competição, free surf, academia, corridão na praia, jogo tênis às vezes e, para relaxar, um cineminha.
Quem lhe dá mais suporte?
Minha família e amigos.
Como tudo começou, Valadão? Como foi sua evolução no esporte?
Início de 97. Meu irmão mais velho, Khael Valadão, me levava na praia pra me ensinar. Logo depois fui convidado por Márcio Torres e Alexandre Reis a entrar numa escola de bodyboarding gratuita na praia, na época chamada de 360 graus. E
Quem são seus ídolos?
No bodyboarding, Guilherme Tâmega, Roberto Bruno e Zé Otavio. Em outros esportes, Roger Federer, Guga Kuerten, Ayrton Senna.
E seus principais adversários aqui no país?
São tantos que fica difícil falar. Mas lá vão alguns nomes: Tainan Monte, Luís Villar, Marcos Lima, Lucas Nogueira, Roberto Bruno, Israel Salas, entre outros.
Qual foi seu maior perrengue dentro d’agua?
Foi no Backdoor da praia do Catussaba, em Salvador, um fundo de pedra bem perigoso. O mar tinha uns
Sabemos que um dos grandes problemas do bodyboarding é a falta de dirigentes. Muitos falam em panela, outros em falta de competência, organização e valorização. Na sua opinião, o que falta para termos uma base sólida com bons eventos, boa premiação, estrutura e dirigentes competentes?
Na verdade, como em qualquer outro esporte temos dirigentes competentes e outros incompetentes. Acho que neste momento o que mais precisamos são de grandes produtores de eventos. Quando os eventos começarem a tomar uma proporção maior, tenho certeza de que vão aparecer cada vez mais investimentos e aí as instituições têm que estar preparadas para administrar juntos com os atletas e tornar o bodyboarding um esporte justo. Nós, atletas, também devemos fazer nossa parte e fundar uma associação para poder reivindicar algumas coisas que não concordamos e sugerir outras que são importantes para o crescimento, como acontece no surf.
Fale um pouco do filme que você está fazendo. Vem surpresa boa por aí? Muitos picos? Altas voadas?
Bem, realmente tive uma idéia de produzir um vídeo, tenho ótimas imagens e só não sei ainda qual vai ser a linha do filme e também não temos ainda data para lançamento. Mas alguma coisa boa vem por aí!
E 2008, quais são seus planos?
Meu plano em 2008 é focar 100% no mundial. O circuito está crescendo bastante e é provável que aconteça muito mais etapas que 2007.
Manda um recado para a galera que lhe admira muito aí, voador.
Gostaria de agradecer a todos que torcem por mim e pelos outros brasileiros no mundial. Sinto-me muito agradecido pelo carinho das pessoas que estão sempre acompanhando minha trajetória nas competições, me dando forças e mandando energias positivas, isso me motiva bastante! Obrigado!
E para os empresários...
Espero poder contar com apoio de vocês para os próximos anos!
Ficha técnica
Nome: Uri Valadão
Idade: 22 anos
Patrocinadores: Gênesis e Kpaloa
Tempo de bodyboarding: 11 anos
Principais resultados: Vice-campeão mundial 2007, Campeão pan-americano 2006, bicampeão latino-americano, tricampeão brasileiro pro, tetracampeão baiano pro.
Comida preferida: Churrasco
Música: Rappa
Hobby: Surfar e jogar tênis
Família: União
Ídolos: Tâmega, Roger Federer, Guga Kuerten, Ayrton Senna
Manobra preferida: Normal aéreo
Maior sonho: Campeão mundial
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