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Renê Xavier se prepara para mais uma manobra na Praia Seca (RJ). Foto: arquivo pessoal. |
Renê embarcou para São Paulo no dia 28 de abril para um compromisso familiar e, depois de checar as previsões para o feriadão, resolveu abdicar do seu dia de folga para encarar mais um dia de trabalho.
Assim que retornou à capital baiana, Renê visitou a redação do Surfbahia e concedeu uma entrevista ao nossos internautas. Durante o bate-papo, o baiano falou de sua passagem pelas praia Seca, Arraial, Saquarema, Posto 5 e a poderosa Itacoatiara.
Já que estava em São Paulo, por que não aproveitou o litoral paulista, que também oferece altas ondas?
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Renê bota pra baixo em Itacoatiara (RJ). Foto: arquivo pessoal. |
Conseguiu o visto para o México?
Consegui com muita dificuldade. É muita burocracia, uma papelada enorme, mas no final das contas deu tudo certo.
Como estava o mar no Rio de Janeiro? Rolou altas ondas, como previsto?
Estava ótimo. Acabei dando sorte devido a uma frente fria vinda do Sul que fez o mar subir. Logo no dia seguinte à minha chegada, acordei bem cedo e fui surfar em São Conrado. Como a ondulação vinha de Sul, lá o mar não estava tão bom, estava fechando muito, apesar de grande. Surfei pouco tempo, mas deu para sentir o potencial da onda naquele local. Assim, segui para a Barra.
A Barra é um ponto de surf conhecido dos bodyboarders do Rio. O que achou do pico?
É verdade. Quando lá cheguei, vi muitos bodyboarders na água e outros chegando. Foi um dos melhores lugares do Rio neste dia. Uma onda rápida e cavada, propícia ao bodyboarding. Isso, sem falar na beleza do lugar. Aliás, no Rio tudo é muito bonito.
E conheceu outros picos na capital?
Bom, na capital só deu tempo para isso, pois dediquei quase um dia para tirar o visto para o México. Depois segui viagem e fui conhecer a tão falada praia de Itacoatiara, em Niterói. Fiquei impressionado com a exuberância da natureza local e com a força da onda. Na hora em que cheguei, tinha ondas de até 2 metros. Enfrentei o receio e caí logo na água. Sempre me falavam que era um dos beach breaks mais fortes do Brasil e eu pensava que era exagero, mas vi que é verdade. Uma onda incrível, que necessita de uma certa adaptação. Fui depois para a região dos lagos.
Já conhecia a região dos Lagos?
Sim, já conhecia. Primeiro, porque já fui várias vezes competir em Rio das Ostras, e depois porque em 2007 passei um mês lá na companhia de minha namorada e pude participar de três eventos, o latino-americano, uma etapa do estadual e uma etapa do campeonato regional, o BB Lagos.
E conheceu quais praias?
Inicialmente, a praia de Itaúna, em Saquarema, porém não dei sorte, porque o mar subiu muito e ficou muito agitado. O fundo não estava em suas melhores condições, mas foi gostoso conhecer o lugar. Depois segui para Arraial do Cabo e surfei em Praia Grande. Aí foi ótimo. Como o mar estava grande em Saquarema, lá em Praia Grande a formação estava bem melhor. Aproveitei bastante. Surfei dois dias seguidos. O segundo dia estava incrível, parecido com o posto 5 no Rio em seus melhores momentos.
Gostou das ondas do Arraial?
Muito. Acho que é um lugar que todo mundo tem que ir um dia. Apaixonante, lindo mesmo. No terceiro dia fui à Praia Seca, em Araruama e surfei de manhã cedo e no final da tarde. Uma onda de excelente formação e bastante oca. Depois da Praia Seca, embarquei para o Rio das Ostras para visitar minha namorada.
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